Estamos, a passo acelerado,
A entrar na época natalícia.
O frenesim,
A loucura desmedida
A compra dos presentes tão esperados,
O vaivém ininterrupto, casa shopping casa,
A mesa de Natal
Tão cheia e tão vazia...
A meia-noite, a ceia,
Castelo de ilusões criado à volta deste acontecimento,
E, afinal, nada...
Procuro, determinada, encontrar o por quê...
Não encontro razão, apenas o vazio...
Lembro-te com saudade doída, minha doce figura...
Ano após ano, os teus olhos rasos de água, indicavam o desfecho...
Alegria incontida, numa alma tão dorida...
É o que lembro doce mãe...
Natal é Nascimento
Nunca poderia ter sido morte...